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O Lampião do Norte

Terça-feira, 9 de Agosto de 2011

Com gel mas sem dentes

Qualquer agressão é de lamentar. De lamentar, também, é que logo venha um pasquim associar ao agressor o nome do Glorioso. Até poderá ser, e não é por isso que deixo de condenar, mas o que é estranho é que isso seja referido apenas por esse pedaço de papel, que nem para higiénico serve.

O Lampião do Norte

Terça-feira, 2 de Agosto de 2011

A treta dos milhões

A notícia da venda de Roberto ao Saragoza por 8.6 milhões de euros estourou como uma bomba no meio futebolístico nacional. Como não seria de estranhar, logo se levantaram várias vozes a comentar a situação e, como habitual, o senil de contumil não podia deixar de opinar sobre aquilo que não lhe diz respeito mas que o persegue e atormenta, alimentando-lhe um ódio doentio que não deixa nunca de destilar.

Este indivíduo abjecto, condenado por corrupção, e com uma dignidade semelhante á de uma pedra de calçada (sem desprimor para as mesmas, que servem um propósito muito mais nobre que semelhante aberração), fala da casa dos outros ignorando aquilo que ele próprio faz na sua. Os milhões só são da treta quando não servem os seus propósitos numa qualquer off-shore da América do Sul.

Contando com a protecção, e até endeusamento, por parte da comunicação social, vai-lhe sendo permitido debitar as maiores enormidades, ao mesmo tempo que se encapota todo um percurso feito de ilegalidades, falta de ética e desonestidade, com ligações evidentes ao bas-fond da bonita cidade do Porto, cujo nome tem ajudado a denegrir.

Enquanto tudo for permitido a personagens desta estirpe, nada irá mudar no futebol nacional ou no país. Enquanto este tipo de "gente" continuar a desfrutar de impunidade, continuaremos a viver num país onde o crime compensa. Alguns há que não valem o ar que respiram. Este anormal é um deles.

O Lampião do Norte

Segunda-feira, 1 de Agosto de 2011

O elogio da comédia

"O Sporting é um clube diferente, onde o seu nome de origem inglesa, merece um 'público à inglesa', com apoio constante, mesmo nos piores momentos."

Godinho Lopes, presidente da associação submissa do lumiar


A haver alguma qualidade em tal emblema, essa será, sem dúvida, o dom para a comédia. Depois de termos sido presenteados com uma das mais hilariantes actuações de stand-up comedy pelo putativo candidato a director desportivo daquele, chamemos-lhe assim, clube, é agora o presidente que assume o palco.

Desde há largos anos que os adeptos daquele "circo de feras", com direito a domador e tudo, tentam lançar a imagem de que são um clube "diferente". Fundado por viscondes, parecem crer que essa herança será suficiente para lhes conferir uma imagem de credibilidade e honestidade.

Porém, a única imagem que conseguem passar é a de um clube submisso aos interesses da agremiação corrupta, que se verga e ajoelha para apanhar alguma migalha que o "gerente da caixa" vá deixando cair, movidos pelo doentio complexo de inferioridade que sentem perante a grandeza dos vizinhos mais próximos.

A identidade que agora possuem é apenas a de quem se alegra mais com as derrotas do rival do que com as próprias vitórias e essa será a única razão porque se podem considerar "diferentes".

O Lampião do Norte

Desbloqueado

Depois de uma larga ausência provocada por me ter sido bloqueada a conta do blogger, por razões que ainda não me foram esclarecidas, espero agora poder continuar a utilizar este espaço para partilhar as minhas opiniões com todos aqueles que, por infortúnio, cá venham parar.

Foi uma ausência que coincidiu com uma das fases mais ricas em assuntos para comentar do ano, a silly-season, onde diariamente sobejam temas ricos em conteúdos cómicos que nos são proporcionados pelos devaneios dos tristes avençados da nossa comunicação social. Perdi a nova novela Luisão, a tentativa de criar uma novela Maxi, as exigências do Gaitan e os já habituais "triunfos" negociais dos corruptos.

Tudo isso fui acompanhando silenciosamente mas com a habitual atenção. Divertindo-me com a habitual euforia da lagartagem para logo serem devolvidos à realidade da sua triste existência. Constatando a continuação da desonestidade intelectual daqueles que se intitulam de jornalistas. E confirmando aquilo que já há muito não carece de confirmação: que os adeptos da corrupção são os seres mais tristes e pobres de espírito que se pode encontrar.

Mas enquanto os cães ladram, a caravana passa. E o nosso Glorioso, não tendo conduzido este período de forma perfeita, lá foi paulatinamente resolvendo os seus problemas e quando chegou o primeiro jogo a doer esteve à altura das suas responsabilidades e conseguiu uma vitória que, não sendo decisiva, é muto importante. Esperemos que a segunda mão o seja igualmente.

Não vou aqui esmiuçar todos os reforços porque são muitos. Algumas das contratações não terão sido das mais acertadas e ter-se-á exagerado na quantidade mas aparentemente a quase totalidade das posições do plantel ficaram aceitavelmente preenchidas. Parece-me haver uma inflação exagerada de centro-campistas e algum défice de defesas mas, na generalidade, pode-se considerar que existe algum equilíbrio nas opções.

Tentarei ainda hoje abordar este assunto do plantel mas fica a garantia que, assim me permita o blogger, cá estarei para dar o meu modesto contributo em defesa do Glorioso.

O Lampião do Norte

Sábado, 18 de Junho de 2011

César

Depois de alguns dias de ausência para um curto descanso sob o Sol das Caraíbas, afastado de todas as notícias, haveria muitas situações para comentar. Mas o que venho aqui fazer é contar-vos um episódio que vivi nessa viagem, numa noite quente de primavera na Jamaica.

Estava, após o jantar, a assistir àqueles espectáculos que se vão vendo pelos resorts de todo o Mundo, quando um hóspede mais efusivo (e descobri mais tarde que não era euforia etílica) começou a atrair as atenções pela sua participação espontânea e alegre no evento. Depois de muito me divertir com isso, este senhor, que aparentava cerca de 60 anos e que parece ter reparado na piada que lhe achei, dirigiu-se a mim e à minha mulher convidando-nos para nos juntarmos à sua mesa.

Nessa mesa estava, para além da sua mulher, um casal de polacos radicados nos EUA e um outro de Canadianos de Montreal. Ora este meu amigo era Argentino e não falava outro idioma que não o Castelhano, o que não parecia constituir para ele qualquer entrave, visto conseguir comunicar muito bem assim mesmo, devido à sua maneira extrovertida e alegre. Visto eu ser o único com quem ele podia realmente conversar, e sendo ele do país das pampas, o tema foi naturalmente futebol.

Assim que referi o Benfica os seus olhos brilharam. Quando lhe falei da admiração que sinto, como jogador mas principalmente como homem, por Pablo César Aimar, vi com espanto como ele se comoveu com as minhas palavras. A explicação que me deu comoveu-me a mim. César, era este também o seu nome, é natural de Rio Cuarto, Córdova, cidade natal de Pablito, e conhece-o desde menino. Jogou muitas vezes futebol com o seu pai e o próprio Aimar era visita frequente da sua quinta onde jogava com os seus filhos.

Falou dele com o orgulho de quem também se sente um pouco seu pai. Como sempre foi um excelente menino, com uma educação esmeradíssima, fruto de seus pais serem também excelentes pessoas e uma muito feliz família, e com uma cultura e inteligência rara de encontrar em jogadores de futebol. Contou-me o quanto lhe custou ir para Buenos Aires ainda muito jovem, perseguindo o sonho de se tornar profissional, mas nunca descurando os estudos, tendo inclusivamente chegado a frequentar o curso de medicina.

A tudo isto a sua mulher, Cármen, ia abanando a cabeça em concordância e repetia variadas vezes "el é un encanto de un chico". Foi para mim uma noite fabulosa. Tudo aquilo que eu pensava que Pablito é foi-me confirmado por quem o viu crescer. A admiração que por ele tinha, e era já imensa, tornou-se ainda maior. E maior ainda por saber o carinho com que Pablito fala, no seu país, do nosso grande Benfica. Sei também agora que tem imensas saudades do seu país e é para lá que quer regressar quando acabar a sua carreira profissional mas mantenho uma esperança de que possa, de alguma maneira, continuar ligado ao nosso clube. É que homens como Aimar são hoje, infelizmente, raros.

O Lampião do Norte

Segunda-feira, 30 de Maio de 2011

Como prometido

Na sequência daquilo que escrevi no último post, vou dar a minha opinião acerca daquilo que tem sido a presidência de Luís Filipe Vieira.

Não sendo consensual, até porque as suas anteriores ligações com o "padrinho" não se diluem com o tempo, LFV conseguiu uma base de apoio substancial. Chegou ao Benfica pela mão de Manuel Vilarinho, tendo assumido a presidência quando este a abandonou. O seu trabalho na reestruturação económica do clube é meritório, tendo conseguido reabilitar a credibilidade nos mercados.

Ao nível do património não deportivo do clube, terá sido dos mais realizadores na nossa história. Ao novo estádio junta-se a criação da fundação Benfica, da Benfica TV, o centro de estágio e outras obras, como o lançamento do museu Cosme Damião. Nota-se, portanto, que nos items que de alguma forma domina e conhece, teve uma influência positiva no desenvolvimento do clube.

Na parte puramente desportiva o seu maior mérito passa pela recuperação das modalidades chamadas amadoras e pela revigoração das camadas jovens do futebol do clube. O Benfica passou a ser, novamente, uma referência nestes capítulos, com a conquista de títulos em diverso escalões e modalidades, de que estivemos alguns tempos arredados.

Resta aquilo que é mais visível, o futebol profissional. E aqui é que a porca começa a torcer o rabo. Apesar de ter assumido a liderança do clube no período mais negro da nossa história desportiva, apenas dois títulos em dez anos é manifestamente pouco para um clube com os pergaminhos do Benfica, ainda para mais tendo em conta a enormidade de dinheiro gasto em contratações nesse período.

É exactamente neste aspecto que eu aponto as maiores críticas a LFV. Apesar de alguns bons negócios, casos de Di Maria, Coentrão, Ramires ou David Luiz, têm sido demasiados os casos em que se inflaciona em demasia o valor dos jogadores na altura da aquisição, não mantendo depois a mesma postura na altura da venda. Quanto a isto acrescento apenas: "À mulher de César...".

Outro dos aspectos que me merece discordância tem sido a política de comunicação do clube, não sendo suficientemente agressiva na defesa da equipa perante a escandalosa situação que se vive na arbitragem portuguesa. Apesar de o início de mandato ter sido prometedor, com diligências que levaram a que o caso conhecido como "Apito dourado" tenha sido tornado público, essa luta tem vindo a esmorecer gradualmente.

Também as suas relações próximas com pessoas como António Salvador e Joaquim Oliveira, que são tudo menos amigos do Benfica, levam a que tenha hipotecado algum do crédito que conquistou anteriormente. Uma renovação do contracto com a Olivedesportos fará com que perca todo o resto. A maneira como practicamente limitou a acção de Rui Costa à de figura decorativa foi também um grave erro.

Resumindo. Não pondo em causa a integridade da pessoa, algumas situações menos claras parecem ensombrar o seu percurso como presidente do Benfica. Considero também que lhe falta uma certa "estatura" para ocupar cargo tão prestigiante, mas não peço a sua cabeça. Foi eleito por esmagadora maioria dos votos e, salvo qualquer situação por demais gravosa para o clube, deve terminar o seu mandato. Se o deve renovar? Apenas se não houver uma alternativa credível. De outra maneira, muito obrigado e até sempre, porque a sua presidência não tem sido tão brilhante que justifique a sua eternização no cargo. E muitos anos de poder fazem com que certos vícios se instalem.

O Lampião do Norte

Terça-feira, 24 de Maio de 2011

União Benfiquista

Não voltei a escrever desde a derrota com a filial da corrupção. Não o fiz porque quis impor a mim próprio um período de reflexão e quis estudar com cuidado e atenção qual iria ser a reacção do universo benfiquista, o que fiz lendo posts e comentários de adeptos neste meio de liberdade de opinião que é a internet.

E o que li preocupa-me, e muito. Porque me parece que grande parte do debate se faz entre duas facções: os "pró-Vieira" e os "anti-Vieira". Eu já aqui uma vez escrevi que não sou uma coisa nem outra: sou BENFIQUISTA. Ao Sr. que ocupa a cadeira da presidência só exijo uma coisa, para além da competência necessária para a ocupar: Que respeite os princípios que guiaram a fundação do Benfica. Dignidade, honestidade e honradez.

É óbvio que, posto isto e cumprindo a centenária tradição democrática do nosso clube, o debate deve ser feito. Não queremos seguir exemplos de associações corruptas que fazem autênticas lavagens cerebrais aos associados e lhes coarctam a visão face aos crimes que cometem. Mas com elevação e educação, sem chegar ao ponto do insulto e tendo na memória que aquilo que nos une (o Benfica) é muito mais que o que nos separa (Vieira).

Ao deixarmos que nos dividam estamos a fazer o trabalho de Judas. Estamos a minar de dentro a nossa maior força e aquilo que os nossos inimigos (Sim, são inimigos. Os adversários respeitam-se e eu não tenho qualquer respeito por aquela "gente") mais temem, que é a nossa união. Dividir para conquistar. Está nos livros e nós a cair que nem patinhos.

Por isso deixem-se lá de insultos uns aos outros. Deixem-se de andar constantemente a medir benfiquismos e entendam-se. Debatam, mas com respeito. Discordem, mas com educação. Não deixem transparecer qualquer indício de desunião. Dêem àqueles energúmenos uma lição acerca daquilo que realmente é uma ENORME instituição e mostrem-lhes que a democracia, neste país, nasceu no Benfica. E vão ver que eles até se começam a borrar todos perante a nossa força.

O Lampião do Norte

P.S. - Obviamente também tenho uma opinião sobre Luís Filipe Vieira. Brevemente, espero que amanhã, farei um post sobre isso.

Quinta-feira, 5 de Maio de 2011

Carta Aberta aos jogadores do Benfica

Com toda a legitimidade que me é dada pelo post anterior, tenho isto a dizer-vos: Eu defendo-vos até ao limite. Até já disse que o Filipe Menezes é bom jogador. Acredito sempre em vocês. Até no Luís Filipe. E, a 2 segundos do final, ainda acredito que o Roberto vai lá à frente marcar um golo... Eu, aqui na bancada ou em frente ao televisor, acredito. E vocês?

Porque aquilo que mostraram hoje não foi nada! Fizeram um jogo de merda. Esperem de mim lealdade até ao limite mas não esperem que use palas, porque isso é lá para outro lado. Vocês (equipa) não mostraram ambição para ultrapassar este desafio. Não foram capazes de cair em cima deles e conquistar um lugar na história. Não foram capazes de ser merecedores da presença na final.

E agora perguntam-me... Isto vem dar razão àqueles que desejavam este desfecho para não enfrentar nova humilhação ante os corruptos? Não, categoricamente, porque como benfiquistas, queremos sempre ir à luta. Não, categoricamente, porque como benfiquistas, acreditamos sempre que podemos ganhar. Mas ajudava um bocadinho que vocês também quisessem.

O Lampião do Norte

Carta Aberta aos Benfiquistas

Caros amigos,

Nestes últimos tempos tenho ouvido coisas absolutamente indescritíveis, como supostos adeptos que preferem perder hoje com o Braga porque têm medo de enfrentar a corrupção na final. Para estes tenho uma simples frase: Vão todos para a grande puta que vos pariu, porque o Benfica fez-se com homens de H grande e não com parasitas cobardes como vocês. A grandeza do Glorioso não dá lugar a medos ou a receios, apenas a honra e orgulho. E aqueles que não compreendem isto não compreendem o Benfica e decerto prefeririam mais títulos em troca da dignidade e honra do Clube.

Pois, meus amigos, a honra e a dignidade do nosso Clube são exactamente a sua razão de ser. Foi nesses princípios que ele foi criado e são a origem da sua grandeza. Não trocaria um único título pelo enxovalho de ver o nome do Benfica arrastado pela lama, ao contrário de algumas agremiações que disso parecem sentir orgulho. Também é compreensível pois, como todos sabemos, os porcos adoram lama.

Como todos vós, sofri horrores com a eliminação da Taça de Portugal e com o título conquistado na nossa Catedral por aquela organização abjecta. Mas medo deles? Medo de podermos ser uma vez mais derrotados? Só é derrotado quem luta e vocês já desistiram de lutar. Se conquistarmos a Liga Europa não têm sequer o direito de festejar porque dela já abdicaram. Por cobardia. E por ignorância e estupidez.

A lenga-lenga de que temos de deixar de nos queixar de factos concretos e que temos a obrigação de ganhar, mesmo contra 14, já mete nojo. E utilizar como argumento dessa tese os erros cometidos é absolutamente imbecil, porque erros todos cometem e os nossos só se notam mais do que os dos outros por esse pequeno pormenor. Por isso, vão lá bardamerda, fiquem mas é em casa a coçar os tomates porque para assobiar os nossos já lá temos os adversários.

Todos os outros, que compreendem toda a podridão, toda a manipulação, toda a batota que temos vindo a enfrentar nos últimos 30 anos e que com o seu sacrifício, e das suas famílias, se deslocam aos quatro cantos do Mundo para apoiar as papoilas saltitantes, chegam e sobram para que os nossos bravos nunca se sintam sozinhos. E hoje, mais uma vez, não o estarão. No meio do frio da pedreira seremos milhares no apoio incondicional ao nosso Clube. Sem medo do que poderá vir a seguir. E a torcer por uma vitória, como tem sempre de ser!

O Lampião do Norte

Quarta-feira, 4 de Maio de 2011

No sítio do costume

Já toda a gente ouviu falar desta notícia do jornal espanhol "Marca", que denunciava um jantar de dirigentes da associação corrupta de contumil, no final do jogo que disputaram com o Villareal, com o árbitro holandês que o dirigiu, situação terminantemente proibida pelas regras da UEFA.

Ao que parece, o local onde esse jantar se realizou já teria sido palco de um outro repasto arbitral, esse com outra Paixão. Adequa-se que seja uma marisqueira, sendo que se chama ao marisco O Fruto do Mar. Se há coisa que bem sabemos é que depois de marisco vai muito bem uma frutinha. E depois um café. O holandês acho que com mais um bocadinho de leite que o Paixão, que parece preferi-lo negro e bem dotado.

O Lampião do Norte