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O Lampião do Norte: Maio 2009

segunda-feira, 18 de Maio de 2009

Enrique Sanchez Flores

Quando o assunto do momento é o nome do próximo treinador do Benfica, interessa fazer uma breve apreciação ao actual... Enrique Sanchez Flores.

Desde o momento em que o seu nome foi anunciado que sempre manifestei o meu agrado por vê-lo a comandar a equipa do Glorioso. É um homem com a postura que eu considero dever ter o treinador da minha equipa. Uma pessoa educada, de trato agradável e culta. Tecnicamente, um adepto de uma metodologia de treino moderna, com uma forte componente científica, embora o decorrer da época viesse a revelar algumas dificuldades na gestão efectiva dos jogos, na minha opinião por um desconhecimento da realidade muito particular da Liga portuguesa.

O seu desempenho ao longo da época teve falhas, mas um facto mantém-se: Estaríamos neste momento a discutir a sua posição sem a interferência dos factores externos no desenrolar de mais uma liga da treta? Sem as vergonhosas actuações dosapitadores, estaríamos sequer a questionar o seu valor? Em resumo, numa liga honesta estaria Quique com um pé fora da porta ou na iminência de festejar um título?

Não nos iludamos. Nas circunstâncias em que se disputa a nossa Liga, nem o Mourinho era campeão no Benfica! Andamos a discutir o nome do treinador sabendo, à partida, que com o futebol que por cá temos os jogos se ganham com cafézinhos, chocolatinhos e fruta. Quique viu, e engoliu, ao longo da época, certamente algumas das arbitragens mais ridículas de toda a sua carreira. Ontem sentiu-o na própria pele, com uma das mais ridículas expulsões que vi fazer a um treinador.

Acho que finalmente Quique começou a perceber a podridão em que se veio meter. Para mim, a questão não é se ele deve ficar no Benfica... A questão é saber se ele aguenta mais um ano no meio de toda esta desonestidade!

O Lampião do Norte

quinta-feira, 14 de Maio de 2009

Merecido???

Assim que soou o apito final do jogo da agremiação corrupta de Contumil do passado Domingo, logo não escassearam os elogios à conquista da treta... Porque foram os melhores, porque têm a melhor organização, porque isto, porque aquilo... Todos os comentadores, que são tão da treta como a conquista, relevaram o merecimento da mesma.

Pois eu, que não sou susceptível a lavagens cerebrais, tenho o irritante hábito de não ter memória curta e não me esquecer das circunstâncias que levaram a que se chegasse a este desfecho. Não me esqueço dos inúmeros pontos de que o Glorioso foi privado depois de os ter legalmente conquistado. Não me esqueço dos inúmeros pontos que os corruptos conquistaram ilegalmente. E consigo ter uma capacidade de análise que me permite compreender o quanto essas circunstâncias permitiram que o momento psicológico de uns fosse abalado e o dos outros reforçados.

Dir-me-ão que a equipa do Benfica falhou em certos momentos... É um facto. Que noutros momentos as opções técnicas foram discutíveis... É outro facto. Que por vezes pareceu que os jogadores não estiveram suficientemente empenhados... Houve jogos que me fazem concordar com essa apreciação. Mas não nos podemos esquecer que os jogadores, embora profissionais, são seres humanos. E que o estado de espírito de uma equipa que entra em campo sabendo que mesmo marcando os golos suficientes para ganhar pode não o fazer, é muito diferente de outra que entra em campo sabendo que vai ganhar mesmo não marcando os golos suficientes para tal.

Por isso esses inúmeros pontos não significam só isso. Significam uma alteração dos momentos psicológicos das equipas, numa maneira que qualquer leigo na artes da psicologia é capaz de compreender. Como se tal não bastasse temos ainda o factor Comunicação Social. O terrorismo jornalístico que se pratica neste país, com branqueamento de situações duvidosas e a já habitual idolatria aos métodos corruptos, associado ao atrás referido, tem nesta treta um valor muito mais relevante que o do mérito...

O Lampião do Norte

P.S. - Eu, ou qualquer outro sócio do Benfica, tenho tanto direito a ser ouvido na escolha do novo, ou na manutenção do mesmo, treinador, como esse senhor que o anda para aí a exigir para si...